Como calcular o preço da manicure: custo, tempo e lucro sem planilha complicada
Um jeito simples de calcular quanto cobrar por serviço: custos fixos por hora, material, o valor da sua hora e a duração real.
Muita manicure define o preço olhando a tabela da colega do bairro. O problema é que a colega tem outro aluguel, outros materiais e outro ritmo. Se o seu valor não cobre o seu custo e o seu tempo, você pode ter a agenda cheia e ainda assim terminar o mês no aperto.
Este guia mostra um jeito simples de calcular quanto cobrar por cada serviço, sem planilha complicada.
1. Some os custos fixos do mês
Custo fixo é o que você paga trabalhando muito ou pouco. Anote tudo:
- aluguel do espaço ou da cadeira (ou a parte da casa que vira estúdio);
- luz, água e internet;
- celular, aplicativos e sistemas que você assina;
- MEI, contador ou outras taxas;
- cursos e atualização, divididos pelos meses do ano.
Depois, divida o total pelo número de horas que você realmente atende no mês. Se os fixos dão R$ 1.200 e você atende 120 horas, cada hora de trabalho precisa pagar R$ 10 só de estrutura.
2. Calcule o material de cada serviço
Esmalte, acetona, algodão, lixa, palito, luva, toalha descartável, gel, fibra, tips. Não precisa ser exato ao centavo: pegue o preço do frasco ou da caixa, estime quantos atendimentos rende e chegue a um valor por serviço. Alongamento e gel costumam ter um custo de material bem maior do que uma esmaltação simples, e o preço precisa refletir isso.
3. Coloque um valor na sua hora
Quanto você quer tirar por mês? Divida pelas horas de atendimento. Se a meta é R$ 3.600 em 120 horas, a sua hora vale R$ 30. Esse é o seu salário, e ele não é o mesmo que lucro.
4. Monte o preço pela duração real
Agora junte as partes para cada serviço:
Com os números do exemplo, uma esmaltação em gel de 1h30 com R$ 12 de material fica assim: (R$ 10 + R$ 30) × 1,5 + R$ 12 = R$ 72. Some uma margem para reinvestir e para os meses mais fracos, e o valor final fica perto de R$ 80.
Use a duração real, contando a secagem e a limpeza da mesa. Se você cobra por 1 hora um serviço que leva 1h30, está trabalhando meia hora de graça a cada cliente.
5. Compare com o mercado só no final
Com o seu número em mãos, aí sim olhe a região. Se o seu preço ficou muito acima, veja onde dá para cortar custo ou ganhar tempo. Se ficou abaixo do que a região cobra, você provavelmente estava deixando dinheiro na mesa.
Como passar o preço sem perder a cliente
- Tenha a lista de serviços com preço pronta para mandar, em vez de calcular a cada conversa.
- Deixe claro o que muda o valor: decoração, remoção de gel feito em outro lugar, unha quebrada.
- Mande fotos do seu trabalho junto com o preço. Quem vê o resultado entende o valor.
- Para reajustar, avise com antecedência e com uma mensagem curta e sem pedir desculpas.
Cobrar sinal nos serviços longos também protege a sua margem quando alguém falta. Veja como no guia de sinal por Pix.
Como o Gestia ajuda
No Gestia você cadastra cada serviço com valor e duração. O assistente responde “quanto fica?” com o preço que você definiu, manda as fotos do catálogo quando pedem e oferece só horários que cabem na duração do serviço. Ninguém recebe um valor diferente por engano.
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Resumo
Custo fixo por hora, material por serviço, o valor da sua hora e a duração real. Com essas quatro contas você sabe exatamente quanto cobrar, e o preço da colega vira só uma referência.