O custo total de um equipamento ou sistema
O preço da etiqueta é só o começo: compare compras pelo custo por mês de uso.
Pegue o próximo equipamento ou sistema que pensa em comprar e calcule o custo por mês de duas opções.
Ler o texto da aula
No pet shop, você comprou o soprador de R$ 1.000 em vez do de R$ 2.400. Economizou R$ 1.400. Um ano e meio depois, ele já foi para a assistência quatro vezes e você está procurando outro. Saiu barato mesmo?
Isso tem nome: TCO, custo total de propriedade. É tudo o que um equipamento ou um sistema custa durante o tempo que você usa. Dividido pelos meses, vira um número fácil de comparar.
Cinco coisas entram na conta.
O preço pago, com frete e instalação.
Consertos, revisões, lâminas e peças.
Quanto gasta de luz ou de produto.
Os banhos que você perde enquanto ele está quebrado.
E quanto tempo ele dura até precisar trocar.
Os números são de exemplo. O soprador barato custou R$ 1.000, mais R$ 320 de conserto, R$ 1.080 de luz e quatro dias parado. Cada dia parado são quatro banhos de R$ 75 que não aconteceram. Total de R$ 3.600 em 18 meses: R$ 200 por mês.
O caro custou R$ 2.400, gasta menos luz, quebrou menos e durou quatro anos. Total de R$ 5.760 em 48 meses: R$ 120 por mês.
R$ 120 contra R$ 200. O mais caro na loja saiu 40% mais barato no uso. Nem sempre é assim, mas só a conta mostra.
Vale para sistema também. Um aplicativo grátis que cobra 3% de cada pagamento, num mês de R$ 8.000, custa R$ 240. Muitas vezes mais que uma mensalidade fixa.
Antes de fechar a compra, faça quatro perguntas ao vendedor e a quem já usa.
Quanto tempo dura no meu ritmo de uso.
Se tem assistência perto ou se vai pelo correio.
Quanto custa a lâmina, a resistência ou a peça que mais quebra.
E se existe cobrança escondida por uso.
Sua tarefa: pense na próxima compra do negócio. Escolha duas opções e calcule o custo por mês de cada uma. Decida pela conta, não pela etiqueta.
Calculadora de preço passo a passo
Use quando for definir o preço de um serviço novo, revisar a tabela ou decidir uma compra. Os números de exemplo são de uma esmaltação em gel; troque pelos seus.
Passo 1: custo fixo por hora
- Some as contas que chegam todo mês: aluguel, luz, água, internet, celular, MEI, aplicativos.
- Some também cursos e equipamentos divididos pelos meses do ano.
- Conte as horas que você realmente atende no mês, não as horas com a porta aberta.
- Custo fixo por hora = contas fixas ÷ horas atendendo.
- Exemplo: R$ 1.400 ÷ 140 horas = R$ 10 por hora.
Passo 2: o valor da sua hora
- Defina quanto você quer tirar por mês para você, o seu pró-labore.
- Sua hora = pró-labore ÷ horas atendendo.
- Exemplo: R$ 4.200 ÷ 140 horas = R$ 30 por hora.
Passo 3: material e duração de cada serviço
- Pegue o preço do frasco, da caixa ou do galão e divida pelos atendimentos que ele rende.
- Inclua descartáveis: luva, lixa, algodão, toalha, lâmina, papel.
- Cronometre a duração real, com preparo, secagem e limpeza.
- Custo real = (custo fixo por hora + sua hora) × duração + material.
- Exemplo: (R$ 10 + R$ 30) × 1,5 hora + R$ 14 = R$ 74.
- Preço = custo real + uma folga para reinvestir e para meses fracos. Exemplo: R$ 80.
Passo 4: quanto sobra de cada atendimento
- Custo variável é o que só existe porque você atendeu: produto, descartável, taxa da maquininha, comissão.
- Margem de contribuição = preço − custo variável.
- Margem por hora = margem ÷ duração do serviço em horas.
- Atendimentos para empatar no mês = (contas fixas + pró-labore) ÷ margem média.
- Antes de dar desconto, veja quantos atendimentos a mais você precisa para sobrar o mesmo.
Antes de comprar ou investir
- Custo por mês = (compra + manutenção + energia + dias parado) ÷ meses de vida útil.
- Pergunte: quanto dura, quem conserta na sua cidade, quanto custa a peça, tem taxa escondida?
- ROI = (ganho em lucro − custo) ÷ custo × 100.
- Use lucro, nunca faturamento. Defina o período da conta.
- Prazo para se pagar = custo ÷ lucro por atendimento extra.
- Depois de três a seis meses, confira se o retorno real bateu com o estimado.
Mensagem de reajuste para copiar
- Envie com pelo menos 30 dias de antecedência, uma mensagem para cada cliente.
- Modelo: “Oi, [nome]! Passando para avisar que a partir de [data] o [serviço] passa de R$ [atual] para R$ [novo]. Os horários já marcados até lá ficam no valor de hoje. Obrigada pela confiança de sempre!”
- Se a cliente reclamar: “Entendo. O material ficou mais caro e eu prefiro ajustar o preço a trocar por um pior. Seu horário continua garantido.”
- Não peça desculpa, não justifique demais e não ofereça desconto na mesma mensagem.
- Atualize a tabela no Instagram, no WhatsApp e na parede no mesmo dia.